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O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia e Espinho acaba de ficar desprovido de um diretor de neurologia, depois de Joaquim Pinheiro, o médico em funções, ter anunciado que vai abandonar o cargo de chefia.

No entanto, Joaquim Pinheiro não vai cessar o seu trabalho no Hospital de Gaia. Continuará a desempenhar o papel de médico na área da neurologia, mas não o fará mais como diretor.

O médico assegura a todos os pacientes que podem manter a calma, porque todos os serviços continuarão a ser prestados e a equipa irá manter-se no centro.

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Qual é a explicação apresentada por Joaquim Pinheiro para a demissão do cargo de diretor? Segundo palavras do próprio, a decisão foi tomada na sequência de um panorama hospitalar que constitui uma autêntica “trilogia dramática”. Há falta de médicos e pessoal técnico, as instalações estão degradadas e os equipamentos estão obsoletos.

O médico explica que não tem quaisquer condições para continuar a dirigir o serviço de neurologia. Acredita que a realidade vivida no hospital desrespeita a dignidade dos doentes e dos profissionais.

Joaquim Pinheiro apresentou exemplos concretos para as suas queixas. Afirma que tem o mesmo número de médicos na equipa há quase dez anos, embora muitos deles, incluindo o próprio, acumulem demasiadas tarefas.

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Diz ainda que os casos de infiltrações nas paredes são imensos e que até mesmo já houve instâncias em que encontrou baratas na sala de reuniões. Para Joaquim Pinheiro, a situação ultrapassou os limites e é completamente insustentável.

O abandono das funções de direção por parte do médico está inserido na demissão de 52 diretores hospitalares da região do Norte que, em setembro, entregaram a carta para o efeito, justificando a ação com as condições indignas e a falta de soluções.

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